Campo Experimental de Fundações

             O perfil geotécnico do local, que é representativo de vasta região do Estado de São Paulo, mostra uma camada superficial de Sedimento Cenozóico, de 6 m de espessura (areia argilosa marrom, laterizada, porosa, e colapsível, com SPT médio de 4 golpes). A seguir, e separada por uma linha de seixos, tem-se o solo residual do Grupo Bauru (areia argilosa vermelha, com SPT médio igual a 8 golpes até 12 m de profundidade). O N.A. está a 10 m da superfície, em época de seca.

   O Campo Experimental de Fundações ocupa uma área de cerca de 960 m2. Desde a sua implantação em 1988, tem sido apoiado pela FAPESP, através de três auxílios de vulto, o que representa três etapas de trabalho:

1a Etapa (de 1988 a 1993)

a) Estacas escavadas mecanicamente (diâmetro de 0,35 a 0,50 m e comprimento de 10
             m), instrumentadas com "strain gages"

-Provas de carga à compressão e à tração

-Reensaios à compressão com carregamento rápido

-Reensaios à compressão com inundação do terreno

b) Estacas do tipo raiz (0,25 m de diâmetro e 16 m de comprimento), instrumentadas
             com "strain gages"

-Provas de carga à compressão e à tração

2a  Etapa (1992 a 1996)

a) Grupos de 2 a 4 estacas escavadas do tipo broca (diâmetro de 0,25 m e comprimento de 6,00 m) instrumentadas junto à cabeça; instalação de células de tensão total entre o solo e a base do bloco de coroamento de cada grupo de estacas. As provas de carga realizadas nos grupos analisaram:

-a distribuição de carga nas estacas e a parcela de carga transmitida diretamente ao solo

-os recalques dos grupos

-o efeito de grupo na capacidade de carga

-Reensaios com inundação do solo quantificaram:

-a redução da da capacidade de carga dos grupos por efeito da colapsibilidade do solo  

b) Estacas isoladas dos tipos broca, Strauss e apiloada (diâmetro de 0,20 a 0,38 m e
             comprimento de 6 a 10 m)

-Provas de carga à compressão, à tração e carga horizontal

-Reensaios com inundação do solo (à compressão, à tração e carga horizontal)

3a  Etapa (iniciada em 1997)

a) Tubulões a céu aberto (diâmetro do fuste 0,60 m, diâmetro da base 1,50 m, e cota de
             apoio -8 m), instrumentados

-Ensaios estáticos e dinâmicos

-Reensaios com inundação do terreno

-Uso de TDR para monitoramento do teor de umidade e pressão de sucção in situ.

b) Tubulões a céu aberto (diâmetro do fuste 0,60 m, diâmetro da base 1,50 m, e cota de
             apoio -6 m)

-Ensaios estáticos

-Quantificação do benefício da cravação do tubulão na capacidade de carga

-Influência da sucção na capacidade de carga

c) Tubulões a céu aberto (diâmetro do fuste 0,60 m, diâmetro da base 1,50 m, e cota de
             apoio -8 m), com isopor entre a base e o fuste

-Ensaios estáticos e dinâmicos

-Medida do atrito lateral e da resistência de base

-Influência da sucção do solo nas parcelas de resistência.

d) Estacas metálicas (trilho TR-68, comprimento de 27 m)

Ensaios dinâmicos

e) Placas (diâmetro de 0,80 m) às profundidades de 1,5, 4,0, 6,0 e 8,0 m

Ensaios com inundação do solo

Ensaios sem inundação do solo e com monitoração da pressão de sucção do solo por meio
        de tensiômetros

f) Placas metálicas (diâmetro de 0,20, 0,40 e 0,80 m) e sapata de concreto (diâmetro de
            1,50 m) à profundidade de 1,5 m

-Ensaios com inundação do solo

-Ensaios sem inundação do solo e com monitoração da pressão de sucção do solo por
          meio de tensiômetros

-Influência da sucção na capacidade de carga

-Efeito escala

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